EXEMPLIFICANDO O TEMA DA REDAÇÃO ENEM 2025
- Patrícia Duplat

- 11 de nov. de 2025
- 2 min de leitura
Neste primeiro domingo do Enem 2025, os candidatos enfrentaram a tão temida prova de redação. Entretanto, o tema foi considerado de fácil abordagem pela maioria.
Por outro lado, o assunto proposto levanta reflexões importantes sobre os comportamentos que a população brasileira vem transformando ao longo das últimas décadas. Dessa forma, os participantes tiveram a oportunidade de desenvolver uma nova visão sobre o envelhecimento e as perspectivas dessa fase na sociedade atual.
Confira, abaixo, um exemplo de redação sobre o tema e algumas dicas relacionadas ao comportamento da sociedade.

Título: Perspectivas para o envelhecimento na sociedade brasileira
Introdução
O processo de envelhecimento populacional no Brasil representa um dos mais relevantes desafios sociais do século XXI: segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o contingente de pessoas idosas cresce de modo expressivo, o que exige repensar políticas públicas, valores culturais e arranjos familiares. Nesse contexto, torna-se urgente abordar as transformações necessárias para garantir que o envelhecimento seja vivenciado com dignidade, autonomia e participação social — e não apenas como fardo econômico ou isolamento.
Desenvolvimento – Primeiro parágrafo argumentativo
Em primeiro lugar, destaca-se o impacto do envelhecimento sobre o mercado de trabalho e sistemas de proteção social. Com o prolongamento da expectativa de vida e a redução da taxa de natalidade, a pirâmide etária brasileira tende a se inverter, implicando menor proporção de jovens e maior de idosos. Essa mudança pressiona a previdência social, os regimes de aposentadoria e exige adaptações no emprego: flexibilização de jornadas, capacitação para o trabalho tardio e valorização da experiência dos mais velhos. A omissão diante dessa realidade pode intensificar desigualdades regionais, gerar desemprego e precarização entre os que envelhecem.
Desenvolvimento – Segundo parágrafo argumentativo
Além disso, há que se considerar as dimensões cultural e social: o envelhecimento não é apenas fenômeno demográfico, mas humano e relacional. O preconceito etário — o “etarismo” — e a invisibilidade social de pessoas mais velhas limitam sua participação ativa na vida comunitária, no consumo, na cultura e na cidadania. Para que o envelhecimento seja uma etapa valorizada, é necessário fomentar iniciativas de inclusão, acessibilidade, convivência intergeracional e redes de apoio — de forma que a autonomia dos idosos não seja cerceada, e que as suas contribuições sejam reconhecidas como parte integrante da sociedade e não como exceção ou problema.
Conclusão (com proposta de intervenção)
Diante desse panorama, torna-se essencial que o Estado, a sociedade civil e o setor privado articulem uma política nacional de envelhecimento ativo. Sugere-se:
1. Reformular a legislação trabalhista e previdenciária para permitir transições de carreira e aposentadorias graduais, respeitando direitos e autonomia dos mais velhos;
2. Implantar programas de educação continuada, saúde preventiva e redes de convívio intergeracional que incentivem a participação dos idosos na comunidade;
3. Estimular campanhas culturais e midiáticas que desconstruam o estar “velho” como sinônimo de inutilidade, promovendo uma visão plural da velhice.
Assim, ao levar em conta a demografia, o trabalho e a cultura, a sociedade brasileira pode transformar o desafio do envelhecimento em oportunidade de convívio intergeracional, plenitude de vida e equidade — promovendo um Brasil em que todas as idades tenham significado e espaço.
“E aí, gostaram deste exemplo? Enviem o de vocês para nós!”

_edited.png)



Comentários